Estava procurando inspiração para escrever um novo texto, mas resolvi começar do nada, esperando as palavras virem soltas, livres, com ou sem sentindo, acreditando que elas em algum lugar me levarão. Há algumas semanas atrás, me deparei com uma situação um tanto familiar que me levou a pensar sobre o que eu realmente quero para mim e o que eu busco no próximo; pensando e analisando direitinho, percebi que estou agindo da mesma forma daqueles nos quais eu recrimino e julgo. Não estava/estou sendo honesto, não posso fazer ou dar àquilo no qual não quero para mim; com isso resolvi parar, analisar e mudar. E mudei, algumas pessoas podem sentir a diferença em minhas atitudes. Se a mudança foi positiva ou negativa? Não sei. Sei que me sinto relativamente melhor, pois agora sei o que quero (ou acho que sei) e estou sendo verdadeiro comigo mesmo, mas para os outros? Ah os outros... Pouco me importo, ou será que me importo? Não, me importei demais já. Preciso dar uma chance a mim, viver um pouco o “meu” mundo, chegou a minha hora. Apostei, joguei alto, não fui tão claro quanto deveria – mas sempre fui tão transparente – ser (se é que fui claro) e o só apanhei. As pessoas dizem que há males que veem para o bem; acredito em certos ditados populares, mas só depois de um tempo de análise minuciosa para realmente perceber o quão verdadeiro era o ditado. Sei que não posso andar sozinho. Sei que não posso recusar as pessoas que volta e meia aparecem e se oferece para caminharmos lado-a-lado. Sei que a caminhada até aqui foi árdua, mas nada é fácil nesta vida e as pedras do caminho onde passei essas construir uma muralha – maior que a da China – ao invés de um castelo. Enfim, preciso aprender a não colocar um ponto final em minhas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar e o que amar nesta vida. Preciso quebrar a muralha de certos paradigmas e seguir caminho sem o pesar das mágoas. A felicidade já bateu várias vezes em minha porta, tentou entrar pela janela, até mandou uns e-mails, mas eu só percebi depois de muito tempo, mesmo estando presente todo tempo. Que tal esquecer o gerúndio e julgar o verbo no infinitivo é hora de começar a ir buscar e entender que para crescer é preciso viver e, contudo sorrir.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.