Estava procurando inspiração para escrever um novo texto, mas resolvi começar do nada, esperando as palavras virem soltas, livres, com ou sem sentindo, acreditando que elas em algum lugar me levarão. Há algumas semanas atrás, me deparei com uma situação um tanto familiar que me levou a pensar sobre o que eu realmente quero para mim e o que eu busco no próximo; pensando e analisando direitinho, percebi que estou agindo da mesma forma daqueles nos quais eu recrimino e julgo. Não estava/estou sendo honesto, não posso fazer ou dar àquilo no qual não quero para mim; com isso resolvi parar, analisar e mudar. E mudei, algumas pessoas podem sentir a diferença em minhas atitudes. Se a mudança foi positiva ou negativa? Não sei. Sei que me sinto relativamente melhor, pois agora sei o que quero (ou acho que sei) e estou sendo verdadeiro comigo mesmo, mas para os outros? Ah os outros... Pouco me importo, ou será que me importo? Não, me importei demais já. Preciso dar uma chance a mim, viver um pouco o “meu” mundo, chegou a minha hora. Apostei, joguei alto, não fui tão claro quanto deveria – mas sempre fui tão transparente – ser (se é que fui claro) e o só apanhei. As pessoas dizem que há males que veem para o bem; acredito em certos ditados populares, mas só depois de um tempo de análise minuciosa para realmente perceber o quão verdadeiro era o ditado. Sei que não posso andar sozinho. Sei que não posso recusar as pessoas que volta e meia aparecem e se oferece para caminharmos lado-a-lado. Sei que a caminhada até aqui foi árdua, mas nada é fácil nesta vida e as pedras do caminho onde passei essas construir uma muralha – maior que a da China – ao invés de um castelo. Enfim, preciso aprender a não colocar um ponto final em minhas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar e o que amar nesta vida. Preciso quebrar a muralha de certos paradigmas e seguir caminho sem o pesar das mágoas. A felicidade já bateu várias vezes em minha porta, tentou entrar pela janela, até mandou uns e-mails, mas eu só percebi depois de muito tempo, mesmo estando presente todo tempo. Que tal esquecer o gerúndio e julgar o verbo no infinitivo é hora de começar a ir buscar e entender que para crescer é preciso viver e, contudo sorrir.
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
Coisas da MENTE
A mente é inquieta, turbulenta, forte e irredutível. Eu a considero tão difícil de domar quanto o vento. Quando peço à minha mente para descansar e ficar imóvel, é surpreendente a rapidez com que ela se torna (1) entediada, (2) irritada, (3) deprimida, (4) ansiosa ou (5) todas as respostas acima... Como a maior parte dos humanoides, carrego o fardo daqueles pensamentos que pulam de galho em galho, desde o passado remoto até o futuro desconhecido. Isso, em si, não é necessariamente um problema; o problema é o apego emocional que acompanha o pensamento. Pensamentos felizes me tornam feliz, mas – vupt! – com que rapidez torno a me prender a preocupações obsessivas, estragando a felicidade; e então basta a lembrança de um momento de raiva para eu começar a ficar exaltado e bravo de novo; e então minha mente decide se aquela pode ser uma boa hora para começar a sentir pena de si mesmo, e a solidão não demora a chegar. Você está sempre remoendo o passado ou especulando sobre o futuro, mas raramente para no momento presente. No entanto, permanecer no presente exige que a pessoa se concentre inteiramente em um só ponto. Afinal de contas, você é o que você pensa. As suas emoções são escravas dos seus pensamentos, e você é escravo de suas emoções.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Os "porquês" da vida...
Engraçado, depois de tanto tempo (talvez tempo seja uma palavra bastante usada neste texto), as coisas parecem ainda não fazer sentido ou nunca fizeram. Ontem à noite falando com uma amiga, falei sobre uma grande vilã que vem causando ou não e/ou ajudando ou não a reorganizar meus sentimentos, a minha memória. Sabe quando tudo parece que aconteceu ontem, mesmo que este ontem tenha acontecido há dias, semanas, meses ou até anos? Pois bem, para mim é assim. Um turbilhão de boas e más lembranças surge em meio ao nada, nítidas, claras, reais e espantosamente verdadeiras... Lembro-me de cada detalhe, de cada palavra, de cada gesto, cada nada, cada silêncio, cada falar... Lembro-me de tudo, absolutamente de tudo e de todos. Pergunto-me: Por quê? Faço perguntas nas quais já sei as respostas, mas não deveria fazê-las. Acredito que nos questionar ajuda no processo de nossa própria evolução, tanto no âmbito psicológico, que interferirá principalmente no emocional, quanto no pessoal que abrange outros grandes e indispensáveis campos do nosso “eu”. Deixar de se culpar ou procurar desculpas e soluções para o acontecido, torna o tempo mais leve e o crescimento mais ávido, certo e real. Já diz o ditado popular, “não adianta chorar pelo leite derramado”, e nada é mais certo que este ditado que sempre que acontece, os “por quês” veem a tona. As hipóteses são as nossas aliadas, mas desde quando trabalhar com hipótese ajuda uma pessoa que passa/passou por tais tipos de problemas? Por experiência própria, isso atrapalha e muito. Nos desgastamos, nos esgotamos, nos desfiamos, nos arrasamos, mas no final olhamos para todo o árduo rastro que deixamos e aprendemos a viver, ou morremos de vez, pois isso depende da capacidade e do querer de cada um em transformar as suas frustrações em planos destrutivos ou construtivos. Ao se frustrar, você usa essa frustração para se destruir de vez ou para construir um novo ser mais forte? Pense direitinho. Estas coisas acontecem muito quando nos deparamos com um sonho não evoluído e realizado. Nosso tempo é a cada dia que passa mais sazonal e corriqueiro, nossos pensamentos são jogados em turbilhões por segundos, nos impossibilitando de reagir, de pensar numa nova saída e nos empurrando a desistência precoce. Ando querendo ultimamente aprender mais com os erros dos outros do que com os meus próprios erros. Tenho desejado acertar mais, crescer mais, acreditar mais em mim. Precisamos transformar nossos desejos em sonhos, pois desejos são vulneráveis ao caos do tempo, não resistem a grandes tempestades, mas os sonhos sim. Os sonhos resistem a tudo e a todos... Só precisamos ser coerentes com eles, pois quanto mais estes forem incompatíveis entre eles, dificultará mais e mais a realização dos mesmos. Bem, tempo, tempo, tempo, tempo... Deixa o tempo em si responder as perguntas que o próprio tempo se encarregou de fazer, mas uma coisa é certa: o relógio (tempo) em si não funciona sozinho, então não podemos ficar esperando sentado, sabemos que o tempo é outro, que as coisas mudaram, mas precisamos ser outros e mudarmos também. Precisamos acreditar sempre que um dia, sim um dia, quando estivermos prontos, quando deixarmos de pedir e procurar as respostas dos “por quês” da vida, tudo, absolutamente tudo fará sentido e se reorganizará.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Andar com fé
Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito. Chegou a hora de apagar a lousa, maio chegou ao fim... Coisas boas e outras nem tão boas assim apareceram, causaram, e, por mais incrível que pareça, também passaram. Nós estamos tão acostumados a achar que os problemas atuais são os piores. Devemos as vezes olhar para trás e ver que tudo passou. Vamos celebrar um novo mês que se inicia, porque tudo passa e sem dúvida, passa muito rápido! Então para quer guardar rancor e animosidades do passado? Vamos viver o novo. Novos caminhos, novos rumos, novos amores, novas perdas, novas decepções, novos desamores... Bem vindo Junho, mês quente, alegre e festeiro. Que você faça jus à alegria depositada por todos. Ande com fé, que a fé não costuma "faiá"... Mas não se avexe não, pois este mês pode acontecer tudo inclusive nada... Só não esqueça que a burrinha da felicidade nunca se atrasa.
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