Todos nós temos dias bons e ruins. Acho que é seguro dizer que não há dias bons sem dias ruins. E vice-versa. Sem o bom não há o ruim, sem o claro não existe escuro, sem o doce não há o amargo.. e assim é em relação a todos os pares de contrários que o homem usa para classificar o desconhecido.
Essa classificação, no entanto, depende de um critério de comparação. E comparações só acontecem em decorrência de experimentos. Em outras palavras, para podermos classificar nossa vida, devemos antes praticá-la.
Assim, se dizemos que hoje foi um dia bom, não o fazemos por causa de um fato isolado. Se você ganhou na loteria hoje, isso te fez feliz porque você não ganhou ontem. Nunca tinha ganhado. Se você ganhasse na loteria todos os dias, seria como escovar os dentes. E eu duvido que escovar os dentes te deixe feliz.
Seguindo esse raciocínio, é possível dizer que nada é qualquer coisa em si. Nada é genuinamente bom, por exemplo. Se essa questão é de fato verdade, eu não sei dizer. Mas que é verdade que muitos de nós vivemos por essas regras.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.