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sábado, 5 de março de 2011

Sobre o Carnaval


Carnaval democrático, multicultural, de todos, enfim, são tantos os nomes dados ao carnaval do Recife que acaba virando uma confusão na cabeça do folião que é o maior e mais ansioso beneficiário de tudo isso, ou não. “Ei pessoal, ei moçada, o carnaval começa no galo da madrugada”... Verdade o carnaval e as baixarias começado com a palhaçada protagonizada pela “diva baiana” Daniela Mercury. Bonito para a cara de todos nós recifenses e pernambucanos, a baiana/palhaça cancela o seu show no Galo às 4 da madrugada através de um comunicado – e-mail enviado ao diretor da agremiação que não gostou nada do acontecido – depois de ter recebido o cachê. PALHAÇA!!! Isso é que dar querer ser multicultural, convidando pessoas de uma cultura totalmente heterogênea. Sei que no carnaval deve existir espaço para todos, mas para todos que fazem parte de nossa gente, de nossa cultura e não de outras, devemos aquilatar nossos artistas locais que dependem dessa época do ano para sobreviver nessa área que a cada dia se torna mais e mais sufocada. Ai vem à questão levantada no inicio desse post: será que vale a pena termos um carnaval democrático, multicultural, de todos? Se o nosso todo por uma forma democrática não participa dessa manifestação multicultural? Se for para tocar axé, samba, ou seja, lá qual ritmo for, temos aqui, profissionais o suficiente para executar com bastante qualidade, com um custo mais baixo e com atitudes mais honestas, pois nosso carnaval visa a qualidade da diversão independente de a, b ou c... Não temos cordão (democrático), temos de tudo (multicultural) e em todo estado (de todos).

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